sexta-feira, 29 de junho de 2012


Padronização da juventude
Basta você sair de casa por algumas horas ou minutos e observar os jovens ao seu redor, você seria capaz de encontrar disparidades entre eles? O jovens das gerações passadas sempre tiveram pontos comuns, algo que os englobava em uma única geração evidenciada em coisas sutis como músicas, roupas, e até ideologias, e ainda assim possuiam uma personalidade gritante.
A juventude atual está tão padronizada que perdeu o privilégio da personalidade própria. Todos se vestem, falam, agem, igualmente, gostam das mesmas coisas e lutam pelas mesmas coisas...desculpe uma correção: Os jovens de hoje não lutam por nada. Perderam a capacidade de pensar, de almejar, de querer algo diferente novo e melhor pro futuro deles e dos que virão.
Eu me sinto enojada em fazer parte dessa geração, em suma deslocada por não estar dentro do padrão...por ser diferente, mas tenho orgulho porque há em mim algo valioso 'personalidade própria', algo que ninguém pode copiar ou levar de mim junto com a antiga coleção outono-inverno. Sei pensar, gosto de pensar, tenho ideais pelos quais lutar e me decepciono ao ver que como eu existem poucos, gostaria de mais iguais a mim, ou melhor de mais diferente de mim, diferente de você, diferente do outro, com pontos em comum, mas que cada um tenha a sua particularidade. 
Seria um sonho ver um mundo onde a sede de viver que foi explícita na contracultura retome a jovialidade a vida dos nossos queridos padrões ambulantes. Onde não se venda amigos expostos em pratilheiras de festas badaladas, ou em liquidação no barzinho. 
O que me felicita é o fato de ainda existirem embora raras, gente de verdade, gente que pensa, gente que sonha, gente que ama, gente que não se influencia pelo padrão hipócrita vendido pelo Sr. Capitalismo. Pessoas da alma, que conversam, pensam, refletem, debatem, se divertem e vivem literal e sentimentalmente sem seguir a bula liberal consumista.

sábado, 16 de junho de 2012


O intuito do blog é mostrar a vocês meu lado insano, com textos criados por mim e que reflitam meus pensamentos, sentimentos, reflexões, e criticidade diante dos conflitos sociais.
Porém, a minha insanidade hoje me diz compulsivamente para postar aqui algo que não é de minha autoria, mas reflete o devaneio passageiro que me arrebatou neste sábado monótono.




Amor Platônico
Eu sou apenas alguém ou até mesmo ninguém,
Talvez alguém invisível que a admira a distância
Sem a menor esperança de um dia tornar-me visível
E você?
Você é o motivo do meu amanhecer
E a minha angústia ao anoitecer,
Você é o brinquedo caro
E eu a criança pobre
A menina solitária que quer ter o que não pode.
Dona de um amor sublime
Mas culpada por querê-lo
Como quem o olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-lo
Eu sei de todas as suas tristezas e alegrias,
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo.
E como um filme banal
Entre a figurante e o ator principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar no final.


Renato Russo