Todos temos um lado insano, eu gosto de cortejar o meu. O vejo como a minha parte mais pura, mais transparente. E aqui vos deixo fragmentos deste eu.
sábado, 16 de junho de 2012
O intuito do blog é mostrar a vocês meu lado insano, com textos criados por mim e que reflitam meus pensamentos, sentimentos, reflexões, e criticidade diante dos conflitos sociais.
Porém, a minha insanidade hoje me diz compulsivamente para postar aqui algo que não é de minha autoria, mas reflete o devaneio passageiro que me arrebatou neste sábado monótono.
Amor Platônico
Eu sou apenas alguém ou até mesmo ninguém,
Talvez alguém invisível que a admira a distância
Sem a menor esperança de um dia tornar-me visível
E você?
Você é o motivo do meu amanhecer
E a minha angústia ao anoitecer,
Você é o brinquedo caro
E eu a criança pobre
A menina solitária que quer ter o que não pode.
Dona de um amor sublime
Mas culpada por querê-lo
Como quem o olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-lo
Eu sei de todas as suas tristezas e alegrias,
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo.
E como um filme banal
Entre a figurante e o ator principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar no final.
Renato Russo
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